A estipulação de uma meta obrigatória de, pelo menos 40%, no pacote Energia e Clima 2030, é um pré-requisito “para accionar a liderança política necessária para um programa de reabilitação dos edifícios da União Europeia (UE)”.

Esta é a visão das associações EuroAce, Eurima e Glass for Europe, partilhada com os 28 chefes de Estado e de Governo da UE, através de uma carta, enviada no dia 23 de Setembro.
“Pedimos que apoiem um pacote ambicioso para 2030 onde a eficiência energética seja prioritária e encorajada por uma meta vinculativa de, pelo menos, 40% e que, nas conclusões do Conselho Europeu de Outubro, se considere os edifícios como ‘primeira área’ para conseguir poupanças”, pode ler-se.

Paras as três associações, a imposição deste target representa uma oportunidade de aumentar a segurança energética na União Europeia. Recorde-se que, nos últimos tempos, Bruxelas tem implementado testes de avaliação da capacidade de reacção em potenciais disrupções na importação de energia. “Uma reabilitação profunda e em grande escala do parque edificado da União Europeia pode reduzir drasticamente as importações energéticas, sem aumentar custos ao contrário de outras soluções”, sustentam. A redução da dependência de gás, por exemplo, deve começar por um corte no desperdício energético nos edifícios, uma vez que é o sector que mais utiliza esta fonte de energia, defendem as associações.

Por outro lado, apontam-se, neste carta, diferentes benefícios, com a imposição de uma meta de 40%: aumento do emprego local, redução da pobreza energética e melhorias nas contas públicas, assim como vantagens para investidores, empresas e cidadãos.
“O grande potencial do sector dos edifícios tem sido ignorado na actual proposta da Comissão para o pacote Energia e Clima 2030”, concluiram.

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